Médico explica necessidade dos exames complementares


sexta-feira maio 9, 2008

Testes extras permitem confirmar ou afastar existência de doença.
Pacientes têm direito de saber o que cada um deles significa.

Os exames pedidos pelos médicos que são chamados de “complementares” podem ser solicitados de duas formas. A partir de uma consulta médica, onde o médico colhe a história do paciente, de sua família, sintomas eventualmente relatados e sinais observados no exame físico do paciente. Essas são etapas indissolúveis da consulta e permitem a criação de uma hipótese diagnóstica a ser confirmada ou afastada.

Outra possibilidade é solicitação de exames que permitem a classificação dos pacientes dentro de escalas de risco. Esses são os exames que fazem parte de rotinas de avaliação ou check-ups periódicos. Os exames utilizados nos check-ups são definidos por diretrizes científicas.

Toda recomendação ou diretriz ou “guideline” como gostam de dizer os médicos, deve seguir um princípio básico: devem recomendar medidas ou exames com uma boa relação custo-efetividade.

Essa relação é estabelecida estudando-se vários fatores:

– A prevalência, ou seja, a freqüência com que o problema ocorre na população;
– A sensibilidade do método para diagnosticar ou afastar a existência do problema com certeza;
– O impacto do diagnóstico sobre a história da doença estudada, por exemplo a descoberta de um problema anatômico não significa indicar uma cirurgia;
– E, por fim, o custo do procedimento e sua disponibilidade na sociedade.

Os exames complementares são parte da difícil equação dos custos dos sistemas de saúde, público ou privado. Devem ser solicitados com critério e objetividade. Procure saber para que serve cada exame que seu médico solicitar e por que está sendo feito.
A saúde é sua, afinal.